Senado 2026
Eleições 2026 · 54 em disputa · 27 mantidas

Qual será a cara do Senado a partir de 2027?

Projeção das 54 cadeiras em disputa a partir da pesquisa mais recente de cada estado, somada às 27 que não vão às urnas. Cada candidato é classificado pelo campo a que se alinhou: Lula, Bolsonaro ou não alinhado.Você pode trocar o campo de qualquer candidato, cravar quem ganha em qualquer estado e escolher quais institutos considerar. O mapa e o placar se refazem na hora, e você pode gerar uma imagem do seu cenário para compartilhar.

Isto é uma leitura das pesquisas de hoje, para abrir a discussão sobre o próximo Senado. Não é uma previsão do resultado de outubro.

As 81 cadeiras do Senado a partir de 2027

27 mantidas · 54 em disputa
24 Lula
8 Em aberto
15 Não alinhados
34 Bolsonaro
← mais confiançamais confiança →
maioria · 41
Lula
24
Em aberto
8
Não alinhado
15
Bolsonaro
34
Eleito em 2022 — nomes e alinhamentos no fim da páginaConfiança altaMédiaBaixa
ACALAMAPBACEDFESGOMAMGMSMTPAPBPEPIPRRJRNRORRRSSCSESPTO
Campo LulaCampo BolsonaroNão alinhadoEm abertoSem pesquisaConfiança baixa → altaEleito em 2022 — nomes e alinhamentos no fim da página1ª cadeira à esquerda, 2ª à direita

Como estes números foram feitos

metodologia · atualizada em 22/set/2026
Pegamos a pesquisa mais recente de cada estado, simulamos um milhão de versões dela e contamos em quantas cada cadeira ficou com cada campo. O nível de confiança é essa fração. Ele diz se a pesquisa separa os campos com folga — não quem vence em outubro.
1Como a projeção é calculada

Duas cadeiras por estado. Cada eleitor vota em dois nomes e os dois mais votados se elegem. São 54 cadeiras em 27 estados, e a conta olha para as duas de cada estado juntas, porque elas não se decidem uma independentemente da outra.

A segunda cadeira é quase sempre mais incerta que a primeira. O primeiro colocado costuma ter folga sobre todo mundo, e a segunda vaga fica no meio do pelotão. Hoje, 20 das 27 primeiras cadeiras estão em Alta, contra 4 das segundas.

Uma pesquisa por estado. A mais recente com campo encerrado nos 40 dias anteriores. Cada estado é lido por uma pesquisa só, sem média entre institutos. Desligue um instituto e o estado passa a usar a mais recente entre os que sobraram. Estado sem pesquisa na janela fica sem classificação.

Usamos só o que o instituto publicou. Não redistribuímos indecisos, não aplicamos modelo de eleitor provável, não corrigimos viés de casa e não combinamos institutos. Cada uma dessas operações melhoraria a projeção se a premissa por trás dela estivesse certa, e nenhuma delas pode ser verificada com o que os institutos divulgam. A conta fica dentro do que a pesquisa mede, e o que ela não alcança está listado em “O que esta conta não diz”.

Na tela, o número é o mesmo da pesquisa. Não convertemos nada. Isso importa porque as casas publicam em bases diferentes: umas dão a fatia de cada candidato no total de votos, e a lista soma 100; outras dão quantos de cada 100 entrevistados citaram o nome, e como cada eleitor cita dois, a lista soma 200. Cada estado diz qual é a sua base logo acima da lista. Sem olhar a base, 54% no Amazonas e 15% no Rio de Janeiro parecem apoios muito diferentes, e são respostas a perguntas diferentes.

Os níveis. Alta a partir de 95%. Média de 85% a 95%. Baixa de 75% a 85%. Abaixo de 75%, a cadeira fica Em aberto.

O campo de cada candidato é inferido por nós. Vem de um levantamento de apoios declarados e é o insumo editorial da conta. Troque a classificação se discordar. O resultado se refaz na hora e é exato: o alinhamento não entra na simulação, ele só decide de qual campo a chance de cada candidato é somada.

2A conta, em detalhe

Uma pesquisa é uma amostra. Entrevistadas outras mil pessoas no mesmo dia, os percentuais sairiam um pouco diferentes, e em disputas apertadas a ordem de chegada mudaria.

Cada candidato entra pela fatia que recebeu dos votos disponíveis: o percentual publicado dividido pela base daquela pesquisa.

Quem não declarou voto é a massa restante da distribuição e nunca disputa cadeira. O sorteio ordena os seis candidatos entre si; os não declarados não estão nessa ordenação, não são redistribuídos entre os candidatos e não entram na contagem que produz o nível. O efeito deles é indireto: quanto maior essa fatia, menores as fatias dos candidatos e menores as distâncias entre eles, e como o desvio encolhe mais devagar que a distância, a confiança cai.

A pesquisa é o centro, não um ponto de partida qualquer. As versões alternativas se distribuem em torno dos números que o instituto publicou: versões parecidas com o resultado da pesquisa são comuns, versões distantes são raras. Quem define até onde é razoável ir é o tamanho da amostra.

qᵢ           =  percentual publicado de i ÷ base
Var(qᵢ)      =  qᵢ (1 − qᵢ) / n
Cov(qᵢ, qⱼ)  = −qᵢ qⱼ / n

qᵢ é a fatia dos votos disponíveis do candidato i, e n é o número de entrevistados. A variância mede quanto o número de cada candidato oscila de uma versão para outra: quanto maior a amostra, menor a oscilação. A covariância é negativa porque os votos são finitos — numa versão em que um candidato sobe, os outros tendem a descer.

Sorteamos um milhão de versões de uma normal multivariada com essas médias e essa covariância. Em cada uma, ordenamos os seis candidatos entre si, tomamos os dois primeiros e anotamos a dupla que se elegeu. Ao final temos, para cada dupla possível, a frequência com que os dois saíram juntos. Entram os seis primeiros colocados de cada pesquisa: em toda a base, o sétimo mais perto de disputar uma vaga está a pelo menos 1,3 margens de erro de distância.

f(c, c′)  =  fração dos sorteios em que c e c′ se elegeram juntos

P(o campo F fica com ao menos uma cadeira)  =  Σ f(c, c′)  das duplas
                                               com ao menos um candidato de F

P(o campo F leva as duas cadeiras)          =  Σ f(c, c′)  das duplas
                                               com os dois candidatos de F

A confiança de uma cadeira é a primeira dessas somas. Quando as duas cadeiras do estado saem do mesmo campo, a segunda passa a medir a frequência com que aquele campo leva as duas. E é só nesse agrupamento que o campo aparece — por isso reclassificar um candidato muda o grupo em que cada dupla entra, com os mesmos valores, sem refazer sorteio nenhum.

Por que a conta é sobre o par e não sobre cada cadeira. As duas cadeiras de um estado não são independentes: um candidato que sai da primeira posição normalmente vai para a segunda. Medir cada colocação isoladamente e juntar os dois resultados pode produzir uma combinação improvável. No Rio de Janeiro, o campo Lula é o mais provável tanto na primeira colocação quanto na segunda, e ainda assim eleger dois do campo Lula acontece em apenas 0% dos sorteios — Benedita da Silva, Carlos Jordy e Marcelo Crivella se alternam entre as vagas, e o resultado mais provável, com 92%, é um do campo Bolsonaro e um do campo Lula. Sortear a ordem completa e contar o par preserva isso.

Todos os candidatos competem ao mesmo tempo. É isso que faz dois estados com a mesma distância entre 1º e 2º receberem níveis diferentes: num deles o terceiro colocado está longe; no outro há três nomes empatados logo abaixo e basta um subir.

Qual cadeira é a 1ª e qual é a 2ª segue a ordem da pesquisa, os dois primeiros colocados, e candidatos empatados têm o mesmo peso no sorteio. A confiança de cada uma vem da simulação. Em 24 dos 27 estados os dois critérios apontam os mesmos campos; em Piauí (1ª cadeira, 47%), Rio de Janeiro (2ª cadeira, 46%) e Rondônia (2ª cadeira, 44%) eles divergem: a chance do campo de quem ocupa a cadeira na projeção fica abaixo de 50%, indecisa por qualquer caminho.

As fórmulas acima descrevem a incerteza, não o resultado. Para a probabilidade de uma ordem de chegada entre seis candidatos que flutuam de forma correlacionada não existe expressão fechada: seria uma integral em várias dimensões sem solução analítica. Daí sortear em vez de calcular direto.

O resultado é reprodutível. Uma semente por estado, derivada do próprio estado. Mesma entrada, mesmo número, sempre. Com um milhão de sorteios, o erro de simulação fica abaixo de 0,05 ponto percentual. Publicamos os percentuais que entraram, o tamanho da amostra, a semente e a rotina.

3O que esta conta não diz

Ela não prevê outubro. Cobre só o erro de amostragem: o quanto o número oscilaria se a mesma pesquisa fosse feita com outras pessoas no mesmo dia. Não cobre mudança de opinião até a eleição, viés de instituto, nem a diferença entre quem declara voto e quem comparece. Somados, esses costumam ser maiores que o erro de amostragem. Confiança alta quer dizer que a pesquisa separa os campos com folga, não que a cadeira esteja resolvida.

Parte das cadeiras está resolvida por composição, não por medição. São aquelas em que todos os nomes com chance real pertencem ao mesmo campo: em Mato Grosso do Sul os dois nomes com chance real são do campo Bolsonaro, e as duas cadeiras ficam com esse campo qualquer que seja o resultado. Elas chegam a Alta pelo desenho da disputa, sem que nenhuma pesquisa tenha precisado separar ninguém. A ficha do estado indica quando é o caso.

O nível não diz quanta gente já se decidiu. Ele compara os candidatos entre si dentro do voto que a pesquisa registrou, e quem não declarou voto fica fora da comparação. A fatia de não declarados aparece no detalhe de cada estado, e varia muito: de 5,0% em Pernambuco a 39,0% em Rondônia.

Cada estado é lido por um instituto só. Não combinamos casas, e a discordância entre elas não entra no nível de confiança. Ela existe e não é pequena: na base atual, a distância entre dois candidatos medida por casas diferentes varia em mediana 6,1 pontos e chega a 29,9 dentro do mesmo estado. É o limite mais consequente do método. A tabela de pesquisas do estado mostra o tamanho dessa divergência.

As 27 cadeiras que não vão às urnas entram pelo alinhamento de cada senador, levantado do mesmo modo que o dos candidatos: apoio declarado, com a evidência registrada nome a nome. A lista está no fim da página, e você pode trocar qualquer classificação ali. Três dos 27 ficam como não alinhados.

Os cortes são nossos. 95, 85 e 75 organizam a leitura; não saem do cálculo. Uma cadeira em 94% e outra em 96% recebem rótulos diferentes e não são coisas diferentes. A probabilidade cheia está no detalhe de cada estado.

Sobre empate técnico. Quando as barras de erro de dois candidatos se tocam, costuma-se declarar empate técnico. O critério é mais rígido do que parece: para a comparação estar errada, a pesquisa precisa errar nos dois candidatos ao mesmo tempo e em direções opostas. Exigir que as faixas não se toquem equivale a exigir de 97% a 99% de certeza, não os 95% que a matéria anuncia. Empate técnico quer dizer “não tenho certeza suficiente” — não que os dois estejam iguais.

O que não fazemos: média entre institutos, modelo de eleitor provável, correlação entre estados.

27Quem já está no Senado

As 27 cadeiras eleitas em 2022 não vão às urnas e entram no placar pelo alinhamento de cada senador. Troque se discordar.

ACAlan RickUnião Brasil
ALRenan FilhoMDB
AMOmar AzizPSD
APDaviUnião Brasil
BAOtto AlencarPSD
CECamiloPT
DFDamares AlvesRepublicanos
ESMagno MaltaPL
GOWilder MoraisPL
MAFlávio DinoPSB
MGCleitinhoPSC
MSTereza CristinaPP
MTWellington FagundesPL
PABeto FaroPT
PBEfraim FilhoUnião Brasil
PETeresa LeitãoPT
PIWellington DiasPT
PRSergio MoroUnião Brasil
RJRomárioPL
RNRogério MarinhoPL
ROJaime BagattoliPL
RRDr. HiranPP
RSHamilton MourãoRepublicanos
SCJorge SeifPL
SELaércioPP
SPAstronauta Marcos PontesPL
TOProfessora DorinhaUnião Brasil